sábado, 2 de abril de 2011

Matéria Exclusiva - Conheça a trajetória dos games Zelda nos portáteis da Nintendo

   2011 é um ano muito especial para os fãs da famosa franquia da Nintendo, The Legend of Zelda. Em Fevereiro deste ano, a série completou 25 anos de idade. A empresa já declarou que transformaria esse ano no "ano de Zelda". The Legend of Zelda: Skyward Sword para Nintendo Wii já é um dos games mais aguardados do ano, mesmo ainda não tendo uma data definitiva de lançamento, apenas com especulações de que pode ser lançado em Novembro. Mas um dos games mais aguardados do ano não é para uma plataforma de mesa, mas sim para um portátil. The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D. Game que já foi anunciado para Junho deste ano para a plataforma 3Ds...
   Para quem não conhece, Ocarina of Time 3D será o remake do consagrado game originalmente lançado para N64 de mesmo nome. Ocarina of Time 3D trará conteúdos novos, como a versão Master Quest incluída no game, e uma jogabilidade totalmente adaptada para os recursos 3D que o Nintendo 3DS é capaz de reproduzir.  
   Mas Ocarina of Time 3D não é a primeira investida da série em um portátil. Na verdade, a franquia possui uma vasta história dentro dos portáteis da Nintendo, com games que não deixam nada à desejar em relação aos jogos de plataformas de mesa. E pensando nisto, o Blog MEGAbit resolveu preparar uma matéria exclusiva mostrando cada game da franquia que já passou pelos portáteis da Nintendo. 

The Legend of Zelda: Link's Awakening - Game Boy/Game Boy Color
   Os portáteis da Nintendo já receberam versões dos games para consoles de mesa, como "The Legend of Zelda", "The Adventure of Link" e "A Link to the Past", ambos para Game Boy Advance. Mas os que mais se destacaram nessa carreira portátil foram os jogos originais. O primeiro deles foi "The Legend of Zelda: Link's Awakening, lançado originalmente para Game Boy em 1993.
   O game é continuação direta do clássico "A Link to the Past" para SNES, e conta a história de como Link, enquanto velejava em seu barco, acaba sendo pego por uma tempestade e parando na misteriosa ilha de Koholint. Lá, o herói descobre que a única forma de sair desta ilha, seria libertar o Wind Fish que estava preso em um Ovo gigante no topo de Tal Tal Mountain. Para isto, seria preciso obter oito instrumentos musicais mágicos para libertar Wind Fish. É óbvio que estes oito instrumentos musicais significam que teremos oito dungeons para explorar. E mais uma vez, a fórmula Zelda se encontrava neste que até hoje é considerado um dos games mais dificeis da franquia. 
   Os gráficos do game eram simples, e por se tratar do Game Boy clássico, eram preto e branco. Mas não ficava tão abaixo dos gráficos de SNES assim não, se encontrando mais entre o NES  e o SNES. tanto que em 1998, o game acabou recebendo uma versão para Game Boy Color chamada "Link's Awakening DX", onde a única diferença gráfica eram as cores, que evidenciaram mais ainda os belos gráficos do jogo.






The Legend of Zelda: Oracle of Ages/Oracle of Seasons - Game Boy Color
   Estes dois games que formam juntos a série "Oracles" representam um momento único na história da franquia Zelda, um desenvolvimento em conjunto da Nintendo com a Capcom. A casa de Mario e a dona de Street Fighter tinham um plano audacioso para a série Zelda no Game Boy Color, contar toda a saga da Triforce. Seriam três games, cada um contando a saga de uma triforce. O projeto intitulado de "Triforce Series" seria extremamente audacioso, trazendo inúmeras inovações. Teria armas novas, três animais, sendo um para cada jogo, e um sistema de conexão entre os games que permitiria trocar itens, armas e até mesmo segredos de um game que poderiam ser utilizados para resolver puzzles no outro game. Infelizmente, a Nintendo e a Capcom resolveram cacelar a "Triforce Series" devido a dificuldade de usar o sistema de conexão entre as três histórias.
   Felizmente, o projeto não foi inteiramente cancelado. O que seria uma série de três jogos, acabou tornando-se uma série de dois games. Seriam eles o Oracle Ages e o Oracle Seasons, lançados em 2001 para Game Boy Color. todos os elementos planejados inicialmente foram mantidos, inclusive o inovador sistema de conexões.
   Cada um dos games tinha características únicas. Oracle Ages era um game mais voltado para a ação, sem menosprezar o raciocínio de nenhuma forma. Enquanto que Oracle Seasons seguia a fórmula tradicional dos games da série em 2D, focado nas Dungeons e nos puzzles elaborados.
   Em ambos os games, Link recebe um chamado da Triforce e é teletransportado para o mundo dos oráculos. Em Oracle Ages, Link precisa salvar a oráculo das Eras que foi sequestrada pela vilã Veran, que retornou no tempo e transformou seu reino numa era de caos. Já em Oracle Seasons, Link precisa enfrentar Onox, que sequestrou a oráculo das estações com a intenção de obter poder controlando as quatro estações da natureza.
   O game eleva os gráficos da série Zelda no Game Boy Color além do que foi visto em Link's Awakening DX, mostrando belíssimos gráficos para o console portátil da Nintendo.






The Legend of Zelda: Four Swords - Game Boy Advance
   Este game, lançado em 2002, trata-se na verdade de um remake do clássico "A Link to the Past", originalmente lançado para o SNES. O diferencial deste game está no inédito modo multiplayer, onde até quatro jogadores poderiam se juntar para resolverem diversar missões juntos. O design dos "Links" em four Swords já remetem ao personagem de Wink Waker, que teve o visual muito criticado na época de lançamento do game, mas hoje em dia é um dos visuais mais populares entre os fãs da série.

   O game em si é praticamente o mesmo que a versão de SNES, mas a diferença, até mesmo gráfica, é vista realmente no modo multiplayer do game. O único problema é que, numa época onde não se tinha conexão via Wi-fi como no DS, precisava-se juntar num mesmo local quatro pessoas com quatro Game Boys Advance, todos conectados através de cabos entre todos os consoles. Achou trabalhoso? Então você provavelmente detestaria jogar a versão de Game Cube em que além de reunir quatro pessoas na sua casa com os quatro controles do console, ainda teria ter ter os quatros Game Boys, todos "linkados" entre si. Realmente, a brincadeira multiplayer de Four Swords era um pouco complicada de se realizar, mas se você tivesse quatro amigos, com quatro Game Boys Advance, com quatro games Four Swords (sim era necessário), e com os cabos de conexão para interligar todos os consoles, aí sim valia muito à pena. O dificil era realizar essa tarefa digna de grandes puzzles de Zelda.




The Legend of Zelda: The Minish Cap - Game Boy Advance
     Lançado em 2005 na América do Norte, Minish Cap foi o ultimo game da série lançado para o GBA, e infelizmente, acabou passando despercebido por muitos, devido à todas as atenções estarem focadas em Twilight Princess, segundo game da série Zelda para o Game Cube, lançado em 2006.

   Em Minish Cap, Link é convidado pela princesa Zelda para juntos irem no festival dos Minish, um evento realizado para comemorar a vitória do lendário herói que levantou a espada Minish para derrotar o mal que assolava o mundo. Acreditava-se que a cada 100 anos abria-se um portal que ligava o mundo de Hyrule ao mundos dos Minish (os seres que ajudaram na batalha contra o mal), e justamente neste dia do evento, seria o dia em que este portal se abriria. Neste evento, surgiu um misterioso homem vestido de preto chamado Vaati. Ele tratava-se de um Minish que havia roubado um chapéu mágico de Ezlo, um outro Minish. Com este poder em mãos, Vaati ficou incontrolável e começou a dominar o reino de Hyrule. Agora Link terá que reunir o poder dos quatro elementos para aumentar o poder da espada Minish e assim derrotar Vaati. Entretanto, Link não estará sozinho nesta aventura. Ele contará com a ajuda de Ezlo, que foi transformado em um chapéu. O curioso é como essa união atua como um elemento de jogabilidade. Link passa a utilizar Ezlo como chapéu, e assim ele adquiri a habilidade de diminuir de tamanho, podendo alcançar lugares antes impossíveis.
   Gráficamente é o mais belo game da série para o GBA, com cores fortes e envolventes, ótimas animações, e a boa e velha jogabilidade da série.




The Legend of Zelda: Phantom Hourglass - DS
   Lançado em 2007 para DS, Phantom Hourglass é a continuação direta de "Wind Waker", grande sucesso para Game Cube. Em Phantom Hourglass, Link está viajando pelos mares junto com sua amiga Tetra e o grupo de piratas que os acompanha, até que de repente, eles são surpreendidos pelo "Phantom Ship". Quando Tetra sobe no navio para investigá-lo, eles desaparece e Link parte atrás de sua amiga. Tentando salvar Tetra, Link acaba ficando inconsciente, e um bom tempo depois, acordando em uma ilha desconhecida. Daí a ação começa com Link procurando informações sobre o misterioso navio fantasma, e explorando as Dungeons existentes no jogo.
   A jogabilidade de Phantom Hourglass explora ao máximo todos os recursos que o DS pode proporcionar. Você pode apagar tochas soprando no microfone embutido do console, ou simplesmente gritar para chamar a atenção de algum personagem no cenário. Os combates são focados totalmente no uso da caneta Stylus, com Link realizando os movimentos com a espada de acordo com a forma que você desliza a caneta. Assim como em "Wind Waker", boa parte da ação do game se passa navegando o vasto oceano do game. Link vai habilitando novos lugares no mapa para explorar mais os mapas. Compra upgrades para adicionar em seu barco e possibilitar rebocar obstáculos com o guincho, ou simplesmente explodir tudo com o canhão. Isto sem dizer que existe a "Phanto Hourglass", ampulheta do tempo que dá nome ao jogo. Com ela,Link pode permanecer por um tempo na Dungeon principal do game sem ter sua energia vital sugada por ele.
   Os gráficos estão excelentes, reproduzindo com grande qualidade o estilo visual que surgiu em Wind Waker, claro, não no mesmo nível que a qualidade mostrada no Game Cube.
   Enfim, Phantom Hourglass é um game bem completo e não pode faltar de jeito nenhum na coleção de um bom fã da série Zelda.




The Legend of Zelda: Spirit Tracks - DS
   O segundo game para o portátil de duas telas da Nintendo dá continuidade aos eventos de Phantom Hourglass. Lnaçado em 2009, o jogo mostra a Hyrule do game, que antes encontrava-se submersa, já habitada e sendo explorada por seus novos moradores. Link é um maquinista recém formado e é convidado pela princesa Zelda para ir até seu castelo receber o título oficial. Zelda conta a Link que um grande perigo se aproxima e pede para eles irem juntos até uma misteriosa torre. Entretanto, eles são emboscados no meio do caminho e Zelda tem a sua alma retirada do corpo. Apartir daí, toda a história do game começa a se desenvolver, e como já era de se esperar, o fato de Zelda ter sua alma separada de seu corpo interfere diretamente na jogabilidade. A princesa poderá ligar a sua alma nas armaduras conhecidas como Phantom e o jogador traçará o caminho percorrido por ela pela caneta Stylus do DS.
   O game possui um fato histórico, é o primeiro jogo da franquia em que Link e Zelda participam juntos durante toda a aventura. O game é extremamente focado na cooperação dos dois para se resolver os puzzles. Um bom exemplo disto é quando precisa-se ativar duas alavancas ao mesmo tempo para abrir uma porta, mas ambas as alavancas estão em lugares diferentes.
   Outro elemento interessante na jogabilidade é a Spirit Flute, onde o jogador utiliza os comandos do console portátil enquanto sopra no microfone, lembrando realmente uma flauta.
   A parte gráfica não teve evolução comparada ao game anterior, e o forma de explorar o mundo controlando o trem é igual à forma em que o jogador controlava o navio pelos mares em Phantom Hourglass.
   O game é bastante equilibrado, repetindo velhas fórmulas e inovando em muitos aspectos.




   Como visto, a série Zelda possui uma carreira extensa nos portáteis da Nintendo, e uma carreira de sucessos, com games que estão longe de serem meros "caça níqueis", sempre trazendo novas visões sobre a jogabilidade da série. Zelda é realmente uma série acima de qualquer suspeita, com uma grande história de sucesso em todos os consoles em que passou (exceto no CD-i da Phillips, mas esses não eram games da Nintendo). Com certeza, Ocarina of Time 3D será muito mais do que um simples remake e manterá a tradição de sucesso da série nos consoles da Nintendo. 



Por Jorge Megabit

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