quinta-feira, 31 de março de 2011

MEGAnálise - Okamiden

   Okamiden, lançado para DS, trata-se da continuação direta de Okami, game originalmente lançado para PS2 e Wii. Okamiden, chega com a dificil missão de superar o seu antecessor, que apesar das baixas vendas, foi um absoluto sucesso de crítica. Okamiden também já chega ao DS com um pesado fardo, o de ser o "último grande lançamento" para a plataforma. Com tanta responsabilidade assim, o novo game da Capcom tem uma difícil missão pela frente, superar seu antecessor e fechar com chave de ouro a carreira do portátil da Nintendo...

   Okamiden inicia resumindo os fatos ocorridos em Okami, onde a deusa com forma de lobo, Amaterasu, e seu companheiro Susano, lutam contra a besta de oito cabeças que espalhava o mal pelo mundo, Orochi. Após a dura batalha, os heróis conseguem derrotar o demônio e trazem a paz de volta à terra de Nippon.
   A história de Okamiden se inicia alguns meses depois destes acontecimentos. Issun a pulga mágica, companheira de Amaterasu, agora tem uma nova missão, cuidar do filhote da deusa loba, Chibiterasu. Entretanto, os demônios começam a aparecem pelo mundo novamente, e com a ausência de Amaterasu, será chibiterasu que deverá dar conta do desafio. Assim como sua mãe tinha um parceiro, Chibiterasu também tem seu companheiro, o filho de Susano, Kuni. Aliás, é uma característica bem evidente no game, a temática mais infantil, pois todos os personagens que participam ativamente do jogo são filhos de personagens importantes do primeiro game. É o protagonista, seu companheiro, até mesmo as entidades mágicas são filhos das entidades mágicas que ajudavam Amaterasu no primeiro game. É quase como se fosse um "Okami para crianças". Só que o teor infantil pára por aí, os desafios do game se encontram no mesmo nível que em seu antecessor.


Gráficos
   Okamiden mostra o que há de mais belo produzido para o DS. Para quem já conhece Okami, seja do PS2 ou do Wii, sabe que o estilo gráfico do game é todo especial. Os gráficos procuram imitar as típicas pinturas japonesas em Nankim, proporcionando um visual simplesmente espetacular. Em okamiden, a sensação é extamente a mesma. Na verdade até mais surpreendente, devido ao fato do portátil não deixar muito à desejar em relação aos consoles de mesa com Okamiden. O jogo consegue transmitir perfeitamente a sensação de se estar controlando uma pintura. Além dos belíssimos efeitos ao ver Chibiterasu caminhar e espalhar flores e gramas por onde passa.
   As animações estão espetaculares, com Chibiterasu demonstrando um perfeito comportamento de filhote de lobo, balançando a cauda, pulando nas pessoas, ou simplesmente se coçando. Você quase esquece que está jogando um game da série Okami e pensa que Chibiterasu é o seu Nintendog. Sim, me peguei algumas vezes distraído passando a caneta em Chibiterasu, como se estivesse acariciando um Nintendog, mas ele não me dava atenção, hahaha...
   Se algum problema gráfico em Okamiden, seria no máximo as texturas excessivamente pixeladas. Você pode ver pixel por pixel formando a textura da grama por exemplo. Entretanto, quando a câmera se afasta e mostra um ângulo mais panorâmico, o jogador observa um belo gramado. Bem, estas texturas excessivamente pixeladas possuem uma explicação simples. Como o game possuí gráficos extremamente bem trabalhados e animações perfeitas, provavelmente preferiram utilizar imagens pequena para a criação das texturas, para não ocupar muito espaço de arquivamento dentro do game. Assim, quando a câmera se aproxima demais, acaba entregando os pixels, mas nada que estrague a experiência visual que é Okamiden.
  Também vale lembrar que Okamiden mescla com perfeição gráficos 3D com imagens em 2D, muitas vezes tornando quase imperceptível a diferença. Somente posso apontar que as flores e graminhas que surgem com os passos de Chibiterasu como sendo sprites, pelo simples fato de que não importa como a câmera se mexa, elas não mudam de posição, sempre de frente para a tela.
NOTA: 10


Som
   Bem, tanto os efeitos sonoros quanto a trilha sonora funcionam de maneira adequada, transportando perfeitamente o jogador para um mundo semelhante ao Japão feudal. os ruídos, sons, todos remetem a este período. Assim como as músicas, que podem ser relaxantes ou mais entusiasmadas, dependendo do momento. Não há nada genial, neste quesito, mas extremamente funcional, transmitindo na medida certa o clima e sensações adequadas ao momento.
NOTA: 9.0

Jogabilidade
   Uma coisa em relação à este aspecto tem que ser tido, deste o primeiro jogo da série o jogador tem a nítida sensação de que Okami foi pensado para o DS. Principalmente devido ao uso do pincel mágico para solucionar diversos puzzles no jogo. Okamiden simplesmente comprova isto. Tudo o que se fazia em Okamiden funciona muito melhor em Okamiden pelo simples fato de estar no DS. Talvez até seja por isso que Okami não se saiu tão bem no PS2, por não ser a plataforma adequada para o jogo. Não há como negar, Okamiden evidencia descaradamente que a franquia nasceu para o portátil da Nintendo. Pode-se usar a caneta do DS para desenhar o sol, livrando determinada área de influências demoníacas; pode-se criar caminhos, desenhando pontes, ou até mesmo reconstruindo objetos quebrados se desenhando o contorno deles na tela. Coisas que também existiam no PS2, mas que não eram tão fáceis de se fazer com o controle analógico, e também não ficaram muito melhores no Wii remote. Realmente, utilizar o pincel em Okamiden é mais funcional no DS do que foi nas outras plataformas em Okami.
   Continuando a comparação entre os games, Okamiden possui um ritmo de game bem melhor e menos arrastado do que era em Okami. Sejamos sinceros, para que experimentou Okami, o game era muito arrastado, levando muitas vezes mais de 20 minutos em cada diálogo, e sem dublagem, só com ruídos no lugar das vozes. Tal coisa não ocorre em Okamiden! O game possui muita história, muitos diálogos, e não se arrasta como seu antecessor, com uma dinâmica de jogabilidade bem mais direta.
NOTA: 10


Replay
   O game é muito divertido, mesmo não sendo um game de ação frenética, mas ele encanta, principalmente pela beleza gráfica e pelo ritmo tranquilo. Você está cumprindo suas missões e enfrentando demônios, mas não se sente estressado e tão pouco nervoso. É um game excelente para se jogar naqueles dias que você está irritado, sem paciência para nada. Aí você se desliga do mundo, pega Okamiden e relaxa com o visual que parece mais uma pintura em movimento, com as relaxantes musicas orientais, e com um ritmo tranquilo de acontecimentos que não o deixa tenso de jeito nenhum. Okamiden, além de ser um excelente jogo, também poderia ser vendido como calmante, pois depois de jogá-lo, você se sentirá mais tranquilo e com certeza irá repetir esta experiência inúmeras vezes.
NOTA: 10

Originalidade
   Com certeza você já deve ter ouvido falar que Okami, e consequentemente Okamiden, são uma versão de Zelda da Capcom. Bem, como um grande fã da série The Legend of Zelda, posso garantir que isso é um completo exagero. É a mesma coisa que dizer que God of War é uma versão de Castlevania da Sony só porque as correntes de Kratos lembram os chicotes dos Belmonts (os clássicos, o novo Castlevania imita a jogabilidade de GOW descaradamente). Okamiden, assim como seu antecessor, seguem o mesmo padrão que diversos games de ação com elementos de adventure seguem, assim como Zelda. Mas Okamiden possui seu próprio teor de originalidade, principalmente no que diz respeito à criação e reconstrução de elementos desenhando-se com o seu pincel.
NOTA: 9.6

AVALIAÇÃO FINAL: 9.6
   Okamiden com certeza superou seu antecessor, e isso logo nas primeiras duas horas de jogo, mostrando uma jogabilidade mais direta, gráficos lindos, e um total equilíbrio no conjunto da obra. Com certeza, Okamiden fecha com chave de ouro a carreira do DS, se esse realmente for o último grande lançamento da plataforma.

Por Jorge Megabit

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